Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

‘Achei que ia me matar’, diz mulher agredida por PM durante abordagem em Curitiba

_________________Publicidade_________________

Uma comerciante de 28 anos, que foi agredida em uma abordagem da Polícia Militar (PM), em Curitiba, na noite de sexta-feira (22), disse ter achado que fosse morrer. Stephany Rodrigues, que é dona de uma hamburgueria que foi fechada pelos policiais, teve ferimentos no braço, pescoço, nariz e boca.

“Eu achei que ele ia me matar, que eu ia morrer. Porque o que eu conseguia ver, não tinha ninguém por perto, eu só via coturno”, afirmou a comerciante.

Um vídeo mostra um policial militar agredindo a mulher durante a abordagem. Nas imagens, é possível ver o momento em que o agente derruba a jovem, imobiliza-a no chão e acerta a boina do uniforme na cabeça dela. Veja o vídeo acima.

O celular usado pela mulher para filmar a ação dos policiais foi jogado no chão, mas outra pessoa continuou gravando quando a dona da lanchonete estava imobilizada.

Segundo a comerciante, ela foi até os policiais após os agentes tirarem a força um funcionário de dentro da própria casa, próxima ao estabelecimento. A PM afirmou que ele desacatou os policiais enquanto fumava narguilé.

A hamburgueria foi fechada por estar com a ocupação acima da capacidade permitida por decreto municipal. O local foi multado em R$ 30 mil pelo descumprimento da medida e por não oferecer álcool em gel.

'Achei que ia me matar', diz mulher agredida por PM durante abordagem em Curitiba; VÍDEO — Foto: RPC/Reprodução

‘Achei que ia me matar’, diz mulher agredida por PM durante abordagem em Curitiba; VÍDEO — Foto: RPC/Reprodução

Quando estava imobilizada, a mulher gritou por socorro e disse que estavam quebrando a mão dela. Ela foi atendida em uma unidade de saúde. Depois, assinou um Termo Circunstanciado por desacato e foi liberada.

“Foi uma abordagem muito agressiva, muito agressiva. desnecessária, completamente desnecessária. Eu já estava no chão, eles me machucaram muito, muito”, disse.

À RPC, o militar responsável pela operação, capitão Ronaldo Goulart, afirmou que o policial teve um atitude “instintiva” ao acertar a boina na mulher pois ele estava “sendo ofendido, agredido fisicamente e na tentativa de ser mordido” e que a medida foi a forma “menos lesiva”.

Ele disse ainda que a mulher deu um tapa no rosto de um policial após receber voz de prisão por desacato e que foi preciso uso de força, além de que os ferimentos dela foram causados por ela pois a mulher ficou se debatendo no chão.

“Uma pessoa totalmente desequilibrada, transtornada, reagindo, ela precisa que a força seja feita para conter. e a força é na medida do necessário. No caso, verifica-se que foi a força necessária para conter a ação”, explicou.

Via-G1

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas