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Acadêmica indígena pós-graduada no exterior: conheça Elisa Loncón, presidente da Constituinte do Chile

Membro da etnia mapuche, Loncón caminhava oito quilômetros para chegar à escola na infância; hoje é professora e linguista com duas pós-graduações e dois doutorados. Ela foi eleita no domingo para presidir comissão que irá redigir nova Constituição do país, substituindo documento da era Pinochet.

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eleita no domingo (4) presidente da convenção Constitucional do Chile, a acadêmica mapuche Elisa Loncón tem 58 anos, é professora e linguista.

Loncón nasceu em Traiguén, na região de La Araucanía, no sul do país, um reduto Mapuche, e passou a infância na comunidade de Lefweluan, onde ainda vive grande parte de sua família. Em entrevista ao jornal espanhol “El País”, ela contou que percorria oito quilômetros para ir à escola, em geral a pé.

A constituinte se formou professora de inglês na Universidad de La Frontera, em La Araucanía, e fez pós-graduação no Instituto de Estudos Sociais de Haia, na Holanda, e na Universidade de Regina, no Canadá.

Além disso, tem um doutorado em Humanidades da Universidade de Leiden, na Holanda, e um doutorado em literatura pela Pontificia Universidad Católica de Chile.

A presidente da Convenção Constitucional do Chile, Elisa Loncón, após ser eleita para o cargo, durante a primeira sessão, em Santiago, no domingo (4) — Foto: Javier Torres/AFP

A presidente da Convenção Constitucional do Chile, Elisa Loncón, após ser eleita para o cargo, durante a primeira sessão, em Santiago, no domingo (4) — Foto: Javier Torres/AFP

Etnias representadas

Mapuche, Loncón representa a maior etnia indígena chilena, e foi eleita para uma das 17 cadeiras reservadas aos povos indígenas entre as 155 na Constituinte.

Todas as etnias foram contempladas, sendo sete representantes do povo mapuche, dois dos aimarás e um de cada uma das demais: Kawésqar, Rapanui, Yagán, Quechua, Atacameño, Diaguita, Colla e Chango.

Após ser eleita presidente da Convenção em segunda votação, com 96 dos 155 votos, Loncón agradeceu cerrando o punho acima da cabeça e destacando a conquista de uma mulher indígena.

“(Quero) agradecer o apoio das diferentes coalizões que deram sua confiança e colocaram seus sonhos no apelo feito pela nação mapuche de votar em uma pessoa mapuche, uma mulher, para mudar a história deste país”, disse.

A nova Constituição chilena substituirá a atual — redigida inicialmente por uma pequena comissão durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) — como uma resposta institucional à crise que deflagrou a onda de protestos de outubro de 2019 em busca de maior igualdade de direitos e bem-estar social.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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