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AC tem menor cobertura vacinal contra HPV do país e estudo diz que ‘negacionismo’ é um dos responsáveis

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O último boletim epidemiológico HIV/Aids do Ministério da Saúde de 2020 apontou que o Acre tem a pior cobertura vacinal do Brasil contra o HPV nos adolescentes meninos.

Após o Acre (15,2%) vem o Amapá (20,6%), Pará (22,6%) e Rio de Janeiro (23,1%).

Com as melhores coberturas: Paraná (57,7%), Santa Catarina (49,7%), Minas Gerais (48,1%) e Espírito Santo (47,8%).

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta a pele ou mucosas (oral, genital ou anal) das pessoas, provocando verrugas anogenitais (na região genital e ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

A vacina contra o vírus no Acre gerou muitas repercussões depois que algumas adolescentes tiveram supostas reações aos imunizantes. O caso ganhou destaque até na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e virou alvo de investigações por especialistas e pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre).

Em setembro do ano passado, um longo estudo feito pelo Instituto da Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que as supostas reações em meninas no Acre a partir de 2015 foram, na verdade, um surto de estresse decorrente do medo da imunização.

O problema é conhecido cientificamente como crise psicogênica em massa e foi uma ansiedade contagiosa provocada, sobretudo, pela ampla exploração dessas supostas reações nas redes sociais por grupos anti-vacinas, além da imprensa local.

Essa intensa abordagem midiática, segundo estudos já divulgados anteriormente, contribuiu significativamente para esse surto ansioso.

Cerca de 80 jovens relataram nos últimos anos dores de cabeça, dores nas pernas, inclusive com dificuldades para andar, além de desmaios e, em casos mais graves, convulsões.

De acordo com o estudo, ficou evidente que tantos os pacientes, como seus familiares, estão bastante influenciados pelas informações disponíveis nas redes sociais e grandes mídias. As crenças antivacinais são propagadas intensamente através de centenas de mensagens semanais, o que exige do Ministério da Saúde estratégias tecnológicas e de conteúdos que possam neutralizar os efeitos nocivos dessas influências.

Em um trecho, a equipe médica da USP menciona a importância de promover esclarecimentos sobre os efeitos da vacina contra o HPV por meio da mídia e das redes sociais.

Via – Contilnet

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Redação Juruá Online

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