A vazante do Rio Juruá já está dificultando a navegação de embarcações de maior porte, principalmente para municípios como Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, este último localizado mais próximo da cabeceira, na fronteira com o Peru. Com isso, o abastecimento desses municípios que é feito através do transporte fluvial pode se tornar ainda mais difícil, caso o rio continue secando.
Pilotando um barco com capacidade para 20 toneladas, o barqueiro Manoel Ferreira de Oliveira, teve dificuldade para descer o rio de Marechal Thaumaturgo até Cruzeiro do Sul. Além de passageiros, a embarcação estava carregada de farinha e feijão. Ele conta que normalmente faria a viagem em 13 horas, mas devido ao nível baixo do rio, acabou passando cinco dias no mesmo percurso.
Ainda de acordo com Ferreira foi necessário durante a viagem fazer o transbordo de parte da carga, para barcos de menor porte facilitando a passagem por obstáculos como pedras e bancos de areia. Troncos de árvores que aparecem na superfície também colocam em risco o transporte.
“A despesa é muito maior com as viagens e o preço mais alto da mercadoria é repassado ao consumidor. Com certeza tudo fica mais caro nesse período”, explicou o barqueiro.
Genival Moura do Site Juruá Online
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