O ribeirinho José Pereira da Silva veio à Cruzeiro do Sul pedir socorro aos órgãos de fiscalização ambiental, para intervir numa atitude que considera devastadora praticada pelos próprios moradores. Conforme o ribeirinho, os tracajás que é um tipo de tartaruga que vive nos rios da Amazônia, estariam sendo mortos a tiros e sem aproveitamento, pois morrem no fundo do rio e não são resgatados.
Pereira expressou ainda mais preocupação, com a constante caça e retirada dos ovos que os tracajás depositam em covas nas praias. “Queria pedir que pelo menos os militares do Exército que tem uma base no Rio Môa fiscalizem, estou aqui apelando para o Exército”, comenta.
Com o fechamento do Escritório do Ibama em Cruzeiro do Sul, os crimes ambientais passaram a acontecer com mais frequência na região. Agora, além de cumprir com a função de monitoramento e licenciamento, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) tem que fiscalizar.
O chefe local do órgão, Isaac Ibernon, destaca que a Região do Juruá é formada por vários rios e uma imensidão de floresta, para justificar que o Imac não tem estrutura suficiente para atender toda demanda.
Ibernon disse que nesse período de estiagem, o trabalho é mais voltado para evitar as queimadas, porém, o Imac irá checar as denúncias e realizar os trabalhos de orientação e fiscalização que for possível nessas comunidades.
Da redação do Site Juruá Online
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