Enquanto apenas uma vítima fatal foi registrada no trânsito da zona urbana de Cruzeiro do Sul em 2012, os acidentes com embarcações nos rios da Região do Juruá já causaram 4 mortes, contando com os afogamentos, esse número chega a 6 óbitos.
A maior causa das mortes está ligada à falta de cuidados com as normas de segurança no que se refere à navegação. Em nenhum destes acidentes fluviais, os ocupantes das embarcações usavam coletes salva vidas. Com exceção, de um marinheiro que sofreu ferimentos graves e teve morte instantânea após um choque entre dois barcos no Rio Juruá no mês de janeiro. Em todos os outros casos, o uso do colete poderia ter evitado as mortes.
O acidente com vítima fatal mais recente foi registrado no Rio Môa. Uma colisão entre dois barcos resultou na morte do jovem João Paulo César Parnaíba, 20 anos. O corpo foi encontrado no terceiro dia de buscas. Antes, uma garota de 10 anos também perdeu a vida após o naufrágio de um pequeno barco no porto de Rodrigues Alves, no Rio Juruá.
Enquanto as normas de segurança do trânsito são cada vez mais exigidas e até passivas de multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, na água ainda falta à consciência mínima para os usuários do transporte fluvial. Nem crianças usam coletes salva vidas e ficam expostas aos riscos de acidentes. Este ano, o tráfego de embarcações foi ainda mais intenso devido à cheia do Rio Juruá que durou mais de 4 meses.
Uma agência da Marinha do Brasil está sendo construída em Cruzeiro do Sul e tem previsão para ser inaugurada ainda este ano, enquanto isso, a fiscalização depende de visitas esporádicas de militares da Capitania dos Portos de Eirunepé (AM).
Genival Moura do Site Juruá Online
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