Mesmo tendo certeza de que agora estão vivendo no Acre, no município de Cruzeiro do Sul, os moradores da Comunidade Estirão do Remanso, localizada às margens do Rio Juruá, não contam com serviço de saúde e são obrigados a conviver com a precariedade na área de educação. Segundo eles, o prefeito de Guajará (AM) se nega a transferir o patrimônio para a administração de Cruzeiro do Sul.
A escola está se deteriorando, não existe banheiro e o ensino também é questionado. “Na área de saúde não tem uma coleta de lâmina para malária, dentista, vacina, tem um agente de saúde que passa uma vez por ano, enfim, vivemos isolados”, diz o morador Carleilson Novo.
Muitas outras comunidades da divisa entre os dois estados estão vivendo a mesma situação. Segundo o secretário de educação de Cruzeiro do Sul, Ivo Galvão, no ano passado a questão foi tratada pelas duas administrações, porém, a Prefeitura de Guajará não repassou as escolas e por isso, Cruzeiro do Sul também não abriu mão de três instituições de ensino que serão administradas pelo Amazonas.
Os novos limites entre Acre e Amazonas foram definidos por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2008. Os limites do Acre são estabelecidos pela Linha Cunha Gomes e referendados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A definição da Linha Cunha Gomes consolidou a anexação de 1,2 milhão de hectares ao Acre, colocando fim a um litígio de 8 anos entre os dois estado.
Da redação do Site Juruá Online
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