Dona Suiane Araújo Amaral, 29 anos, moradora no Bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul, ganha R$ 370, por mês juntando o dinheiro do Programa Bolsa Família, o que ganha para trabalhar na casa da mãe e uma pensão que recebe do ex-marido para sustentar os filhos. Da renda que ela considera insuficiente para a sobrevivência de sua família, cerca de R$ 100 estão sendo pagos por mês com energia elétrica.
A mulher mora em um casebre com dois cômodos e tem apenas uma televisão, 1 geladeira, 1 aparelho de som e um ventilador, que segundo ela está com defeito. Apesar do baixo consumo, a conta de luz continua chegando fora de suas possibilidades. “Não posso deixar meus filhos sem comer para pagar a energia, e ainda tem a conta de água”, lembra.
O gerente local da Eletrobrás, José Melo, disse que existe um desconto para beneficiários de programas sociais do governo, porém a conta de energia em questão está no nome de uma antiga moradora e precisa ser transferida, mas para isso é preciso quitar o débito e várias faturas estão em atraso.
Melo prometeu enviar técnicos da empresa para verificar se não existe erro no medidor da cliente, mas adianta que se nada de anormal for encontrado, o valor cobrado permanece, com possiblidade de ser parcelado.
A dona de casa ainda contou que esteve no escritório da Eletrobrás e foi destratada por uma funcionária que teria recomendado que a solução era a cliente procurar um emprego. Melo prometeu apurar e tomar providencia, mas depois de receber a reclamação da própria cliente.
Da redação do Site Juruá Online
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