Clóvis Fabrício da Silva, 51 anos, com 23 anos de carreira na Polícia Civil do Acre foi encontrado pelos familiares ainda com sinais vitais, na manhã de segunda-feira (13). Um bombeiro militar irmão do policial que chegou na hora tentou reanimá-lo, mas ele morreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
O agente de polícia usou uma corda para amarrar em uma cerca na parte dos fundos da casa e cometer o suicídio. A cerca tem apenas 1,5 metros de altura. “Minha mãe pensava que ele tinha ido comprar pão, mas quando ela abriu a janela pode ver meu pai ajoelhado, imaginou que ele estivesse orando, chamou e ele não respondeu. Olhei a pulsação dele e ainda tinham pulsações, mas já estava quase morto”, narra Marcelo Valente de Oliveira, filho do policial.
De acordo com a família, Clóvis Fabrício era uma pessoa extrovertida, mas ficou depressivo nos últimos meses com a morte da mãe. O que também teria contribuído para o ato extremo seriam as dívidas que o policial contraiu com instituições financeiras para construir a casa onde morava com a família.
“Era um ótimo profissional, humanitário, esclarecido, compreensivo e alegre. O que aconteceu foi uma surpresa tremenda para todo mundo, nunca imaginávamos que ele pudesse praticar o suicídio. Ele fazia os procedimentos na delegacia com muita responsabilidade e competência”, comenta Jonas Souza, colega de profissão.
Genival Moura do Site Juruá Online