Na manhã de quinta-feira (5) era grande o movimento de pescadores na Agência do Ministério do Trabalho em Cruzeiro do Sul, que buscavam requerer os salários do seguro defeso. Durante os quatro meses (de 15 de novembro a 15 de março) em que algumas espécies de peixe ficam proibidas de serem pescadas para não atrapalhar a desova, o Governo Federal paga 4 salários mínimos a cada pescador profissional.
Em toda região, desde Feijó a Marechal Thaumaturgo mais de 4 mil pescadores receberão o benefício, o que representa com o aumento do salário mínimo, a injeção de quase R$ 9 milhões nesses municípios. Só em Cruzeiro do Sul 1300 pescadores estão sendo beneficiados.
O dinheiro vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e pode ser requerido 30 dias antes do início do defeso até o fim da proibição.
Em Cruzeiro do Sul o pescador pode dar entrada na Agência do Ministério do Trabalho que está com um programa informatizado bem mais ágil, evitando atrasos como em anos anteriores, segundo informou Paulo Sá, chefe da agência.
O Ibama no Acre, proibiu a pesca de pelo menos dez espécies de peixes durante o período do defeso deste ano, entre elas o suribin, mapará, curumatã, matrichan, tambaqui, filhote, dourado, sardinha, aruanã e pacu, nos rios do estado.
Da redação do Juruá Online